Profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Ez.34:2. Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR.
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29 de jan. de 2011
MAPA INTERATIVO DO IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lança o Mapa Mundi Interativo. No mapa se pode escolher a língua (inglês, português ou espanhol), e todas as demais informações como população, história do país, economia, indicadores sociais, meio ambiente, e objetivos do milênio além de várias outras informações. O mapa pode ser uma ferramenta útil para quem deseja informações sobre os países (informações missionárias), pois no histórico lemos várias informações também sobre a religião daquele local.
10 de jan. de 2011
As Três Declarações de Moisés
MISSÕES: FÉ E COMPROMISSO
As três declarações de Moisés
Ex.3 e 4.
Lemos em Gn.3:4 que a primeira declaração de Moisés foi uma declaração de prontidão: “Eis-me aqui.” Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!
Moisés responde prontamente, rapidamente, ao chamado de Deus.
• O chamado é de Deus. É Deus quem chama.
Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! V.4
• A resposta de Moisés foi positiva, mostrou prontidão
Ele respondeu: Eis-me aqui!
Deus nos chama e devemos mostrar essa prontidão em nossas vidas. Essa deve ser nossa declaração também: Senhor, estou aqui, para ouvir e cumprir Tua vontade.
Ouvimos a Deus através de Sua Palavra, nos momentos devocionais. Estejamos sempre prontos para dizer ao Senhor: Eis-me aqui, Senhor!
A segunda declaração de Moisés foi uma declaração de medo. (Moisés apresenta diante de Deus os seus temores)
1º temor- Senhor, deixa-me aqui! A obra é grandiosa demais para mim.
2º temor- Quem sou eu! Um simples empregado do meu sogro, um pastor de rebanho.
3:11 Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?
- Eu não sei falar bem! 1 Co.1:26-29.
Êxodo 4:10 Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.
*4:12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.
- Ninguém vai acreditar em mim, que Deus me mandou!
4:1 Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu.
Rm.3:11. Se ninguém der atenção? Se ninguém se converter?
Romanos 10:14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
O nosso medo e vergonha fazem com que muitas vezes desobedeçamos a Deus.
3º temor- Isso é muito arriscado, muito perigoso!
4:13. Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim.
- Faraó e seus oficiais queriam matá-lo. Moisés sabia que morreria se voltasse ao Egito.
2:15 Informado desse caso, procurou Faraó matar a Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e se deteve na terra de Midiã; e assentou-se junto a um poço.
O Senhor providencia tudo o que necessitamos para cumprir Sua vontade. Precisamos apenas crer na Sua Palavra.
*4:19 Disse também o SENHOR a Moisés, em Midiã: Vai, torna para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida.
Exemplo Eduardo Vieira e a tribo Korubos.
Deus concedeu poderes a Moisés para realizar aquela grande obra. Hoje não temos tais poderes, mas levamos o Evangelho que é o poder de Deus para a salvação. Rm.1:16
Moisés disse para Deus: Senhor, deixe-me aqui! Quando dizemos isso acendemos a ira de Deus contra nós. 4:13,14. Então, se acendeu a ira do SENHOR contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele fala fluentemente; e eis que ele sai ao teu encontro e, vendo-te, se alegrará em seu coração.
A terceira declaração de Moisés foi uma declaração de convicção, de fé.
Finalmente, Moisés convencido por Deus, crê e se dispõe a realizar a obra, dizendo: Deixa-me ir!
4:18. Saindo Moisés, voltou para Jetro, seu sogro, e lhe disse: Deixa-me ir, voltar a meus irmãos que estão no Egito para ver se ainda vivem. Disse-lhe Jetro: Vai-te em paz.
Devemos buscar em Deus convicção para podermos dizer “Deixa-me ir”!
Filipenses 2:13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.
Hb.11:6. Sem fé é impossível agradar a Deus.
• Quando Deus chamou Moisés disse: Eis-me aqui.
• Quando viu os perigos, as circunstâncias, disse: Deixa-me aqui!
• Mas depois que Deus tira todos os seus temores, e mostra as suas maravilhosas promessas, convencendo-o, ele diz: Deixa-me ir!
Se você disse “Eis-me” aqui e as preocupações lhe fizerem dizer “deixa-me aqui”, peça a Deus que fale ao seu coração tirando todas as dúvidas e temores e então poderás dizer: “Eis-me aqui! Envia-me a mim, Senhor!
As três declarações de Moisés
Ex.3 e 4.
Lemos em Gn.3:4 que a primeira declaração de Moisés foi uma declaração de prontidão: “Eis-me aqui.” Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!
Moisés responde prontamente, rapidamente, ao chamado de Deus.
• O chamado é de Deus. É Deus quem chama.
Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! V.4
• A resposta de Moisés foi positiva, mostrou prontidão
Ele respondeu: Eis-me aqui!
Deus nos chama e devemos mostrar essa prontidão em nossas vidas. Essa deve ser nossa declaração também: Senhor, estou aqui, para ouvir e cumprir Tua vontade.
Ouvimos a Deus através de Sua Palavra, nos momentos devocionais. Estejamos sempre prontos para dizer ao Senhor: Eis-me aqui, Senhor!
A segunda declaração de Moisés foi uma declaração de medo. (Moisés apresenta diante de Deus os seus temores)
1º temor- Senhor, deixa-me aqui! A obra é grandiosa demais para mim.
2º temor- Quem sou eu! Um simples empregado do meu sogro, um pastor de rebanho.
3:11 Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?
- Eu não sei falar bem! 1 Co.1:26-29.
Êxodo 4:10 Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.
*4:12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.
- Ninguém vai acreditar em mim, que Deus me mandou!
4:1 Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu.
Rm.3:11. Se ninguém der atenção? Se ninguém se converter?
Romanos 10:14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
O nosso medo e vergonha fazem com que muitas vezes desobedeçamos a Deus.
3º temor- Isso é muito arriscado, muito perigoso!
4:13. Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim.
- Faraó e seus oficiais queriam matá-lo. Moisés sabia que morreria se voltasse ao Egito.
2:15 Informado desse caso, procurou Faraó matar a Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e se deteve na terra de Midiã; e assentou-se junto a um poço.
O Senhor providencia tudo o que necessitamos para cumprir Sua vontade. Precisamos apenas crer na Sua Palavra.
*4:19 Disse também o SENHOR a Moisés, em Midiã: Vai, torna para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida.
Exemplo Eduardo Vieira e a tribo Korubos.
Deus concedeu poderes a Moisés para realizar aquela grande obra. Hoje não temos tais poderes, mas levamos o Evangelho que é o poder de Deus para a salvação. Rm.1:16
Moisés disse para Deus: Senhor, deixe-me aqui! Quando dizemos isso acendemos a ira de Deus contra nós. 4:13,14. Então, se acendeu a ira do SENHOR contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele fala fluentemente; e eis que ele sai ao teu encontro e, vendo-te, se alegrará em seu coração.
A terceira declaração de Moisés foi uma declaração de convicção, de fé.
Finalmente, Moisés convencido por Deus, crê e se dispõe a realizar a obra, dizendo: Deixa-me ir!
4:18. Saindo Moisés, voltou para Jetro, seu sogro, e lhe disse: Deixa-me ir, voltar a meus irmãos que estão no Egito para ver se ainda vivem. Disse-lhe Jetro: Vai-te em paz.
Devemos buscar em Deus convicção para podermos dizer “Deixa-me ir”!
Filipenses 2:13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.
Hb.11:6. Sem fé é impossível agradar a Deus.
• Quando Deus chamou Moisés disse: Eis-me aqui.
• Quando viu os perigos, as circunstâncias, disse: Deixa-me aqui!
• Mas depois que Deus tira todos os seus temores, e mostra as suas maravilhosas promessas, convencendo-o, ele diz: Deixa-me ir!
Se você disse “Eis-me” aqui e as preocupações lhe fizerem dizer “deixa-me aqui”, peça a Deus que fale ao seu coração tirando todas as dúvidas e temores e então poderás dizer: “Eis-me aqui! Envia-me a mim, Senhor!
4 de dez. de 2010
Pela manhã semeia a tua semente e à tarde não retires a tua mão. Ec.11:6
Pela manhã semeia a tua semente e à tarde não retires a tua mão. Ec.11:6. Ao lermos esse versículo podemos aprender muitas verdades espirituais para aplicarmos ao nosso evangelismo. A primeira verdade espiritual é que semear exige obediência à Palavra de Deus. Deus diz: - Semeia a tua semente. Cada crente tem essa missão! É a tua semente. Sabemos que é uma obrigação nossa. O apóstolo Paulo expressa essa verdade em 1 Co.9:16 “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação, e ai de mim, se não anunciar o evangelho.
Por outro lado, o apóstolo sabia que além de obrigação era uma graça de Deus! Ele diz isso em Ef.3:8 “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça, de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo.” Ele era o que era pela graça de Deus. I Co.15:10. O apóstolo sabia que era o maior privilégio que um homem podia receber nessa vida e expressa isso em 2 Co.5:20 “ De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.
A segunda verdade espiritual é que semear exige trabalho. Semear não é uma atividade fácil, exige esforço físico também. É preciso um trabalho perseverante. O pregador diz no versículo duas expressões que denotam tempo: “pela manhã” e “pela tarde”! Precisamos perseverar por toda a nossa vida. V.6.
Temos trabalhado pela manhã e pela tarde? O pregador diz que devemos nos lembrar da noite também. Certamente suave é a luz e agradável é aos olhos ver o sol. V.7, porém, devemos nos lembrar dos dias das trevas. V.8. Jesus disse que a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Jo.9:4. No versículo 9 Deus diz que trará a juízo todas as coisas. Nós os crentes vamos nos arrepender de ter vivido como o jovem que andava pelos caminhos do seu coração e não se dedicou a Deus. Em Ec.3:15 vemos que Deus pede conta do que passou.I Co.3:13-15) Moody foi um pregador perseverante. Ele fez um voto com Deus de pregar o evangelho a pelo menos uma pessoa por dia. Depois de um dia de muito trabalho, ele se lembrou que não havia cumprido a promessa daquele dia. Já na cama, no frio inverno, tarde da noite, ele foi tentado a dormir sem cumprir sua promessa. Mas, jamais poderia fazer isso, falhar com Deus. Levantou-se, agasalhou-se e saiu. Encontrou apenas uma pessoa na rua e pregou para ela. O homem se converteu! tornou-se um bom professor da Escola Bíblica. 2 Co.8:23.
É preciso também um trabalho exaustivo. “A tarde não retires a tua mão.” V.6. não podemos ter descanso em nossa missão. No cristianismo não existe férias, nem feriado prolongado. Mas infelizmente muitos de nós crentes vivemos como estivéssemos sempre de férias. Jesus diz em Jo.5:17: “- Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. O apóstolo Paulo agradeceu a muitos crentes que se esforçaram sobremaneira na obra de Deus. Em Rm.16:6, vemos que Maria trabalhou muito por nós; assim como a amada Pérside, v.12, e Trifena e Trifosa ´mulheres incansáveis na obra de Deus. O próprio apóstolo é exemplo dessa verdade espiritual. Deus diz que ele trabalhou muito mais do que todos eles. I Co.15:10b. O apóstolo diz: “Não eu, mas a graça de Deus que está comigo. Podemos nos dedicar ao trabalho do Senhor de forma perseverante e incansável, pois Deus promete Sua graça a cada um de nós, até a consumação do século.
A terceira verdade espiritual é que semear exige dependência de Deus. V.6. Não podemos nos enganar achando que se formos obedientes a nossa missão e trabalharmos com persistência e disposição teremos grandes resultados em conversões. É Deus quem dá o crescimento. Segundo I Co.3:6,7, nem o que semeia é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento. É preciso dependência total de Deus para realizarmos a nossa missão. Devemos orar por novas conversões mas não devemos criar métodos para “ajudar” Deus a converter as pessoas. Spurgeon, já na sua época, preocupado com uma ênfase exagerada no número de conversões, disse: Há muito tempo deixei de contar cabeças. Ele entendia a necessidade de conversão de almas, a necessidade da pregação genuína, mas sabia que a conversão era uma ação vinda do alto, não da terra. Devemos pregar para todos, pois não sabemos quem vai se converter, qual das sementes prosperará, se esta ou aquela, ou ambas. V. 6. Ou até mesmo nenhuma delas! Em Is. 55:11 lemos que a Palavra de Deus não volta vazia, ela sempre faz o que é da vontade de Deus sem falhar. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação. Rm.1:16.
Semear dependendo de Deus é descanso para nossa alma cansada da jornada. Sabemos que temos asseguradas muitas bênçãos espirituais e materiais até. Quando Isaque semeou na terra de Gerar, e colheu no mesmo ano cem medidas, foi o Senhor quem o abençoava até que se tornou mui poderoso. Gn.26:12. Quando semeamos dependendo de Deus podemos contar com as bênçãos infinitas do Senhor. “Deus nos abençoa muitas vezes cada vez que nos abençoa”. (spurgeon). Deus promete em Sua Palavra que todo(a) aquele(a) que semeia, a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria trazendo consigo os seus molhos. Sl.126:6. No Senhor, o trabalho, não como o descrito em Eclesiastes, em vão. Pelo contrário, Deus não é injusto para se esquecer da nossa obra: “Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis.” Hebreus 6:10
pastor Victor
4 de mai. de 2009
MISSÕES MUNDIAIS - MUITO CUIDADO

CARTA AO APÓSTOLO PAULO DE TARSO
Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando por que não poderia aceitá-lo.
Ao Reverendo Saulo Paulo
Missionário Independente
Roma, Itália
Caro Sr. Paulo:
Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.
Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui "passar" como missionário independente.
Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras.
Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.
Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas igrejas.
É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha folha corrida na Polícia.
O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de "o homem que virou o mundo de cabeça para baixo". Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.
Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", de Dálio Carnego.
Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de certa idade.
Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática.
Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.
O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.
Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.
O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.
O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância.
Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho.
Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.
Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.
O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte.
A Junta prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.
Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão?
Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.
Sinceramente,
A. Q. Cabeçadura
Secretário da Junta de Missões Mundiais
Autor: Anônimo
27 de mar. de 2009
1793 - William Carey viaja para a Índia

1793 – William Carey viaja para a Índia
Um navio ergueu suas velas contra o vento de abril e desceu o rio Tâmisa, rumo ao Canal da Mancha. Ele se dirigia à Índia, levando William Carey, o ardoroso sapateiro que se tornara pregador, e seu amigo missionário, o Dr. John Thomas.
Os dois homens levantaram fundos, empacotaram sua coisas e se despediram. Agora, o navio seguia pela costa da Inglaterra antes de penetrar em mar aberto. Anos de sonhos, de orações e de preparação pareciam perto de seu cumprimento na vida de Carey.
Porém, o mar encrespado e os perigos da guerra da Inglaterra com a frança colocaram fim às esperanças ambiciosas de Carey: a viagem foi cancelada. Intrépido, Carey – que chamava a si mesmo de ‘lutador”, mas que era na verdade um incansável visionário – marchou por entre um sem-número de oposições e passou por todos os tipos de dificuldades para realizar seu trabalho. Sua infância foi pobre. Seu pai era um tecelão que dava aulas para ajudar a sustentar os cinco filhos. William era o mais velho e aprendeu a ler e escrever com entusiasmo, devorava livros de aventura como Robinson Crusoé e As viagens de Gulliver. Sua saúde nunca foi muito forte, mas ele conseguiu aprender o ofício de sapateiro.
Aos 17 anos, frequentava uma igreja dissidente com um amigo, época em que assumiu um compromisso com Cristo. Deixou a igreja anglicana onde fora criado, provocando a desaprovação de seu pai, e tornou-se cada vez mais ativo aos dissidentes. Ele se casou e começou a pregar nas igrejas. Durante algum tempo, caminhava 12 quilômetros todos os domingos para pregar em uma igreja pobre em uma cidade vizinha. Mergulhou no estudo do Novo Testamento e da língua grega e, de alguma maneira, conseguiu levar três carreiras em paralelo: sapateiro, professor e pastor.
Além da saúde debilitada, havia as dificuldades em família. Um filho morrera ainda bebê. Sua esposa passou por dificuldades, as quais se transformariam em um sequência de problemas mentais. Raramente tinha dinheiro suficiente para alimentação adequada. A despeito de tudo isso, Carey ficou cada vez mais obcecado pela obrigação de os cristãos levarem o evangelho às multidões em outros países.
Nas reuniões de ministros de sua área,Carey defendia a causa de que os cristãos deveriam espalhar o evangelho para as terras distantes. Ele era constantemente contestado. “Se Deus quer salvar os índios”, diziam, “ele vai fazer isso mesmo que não tenha a minha ajuda ou a sua”. Chegou até mesmo a ponto de publicar um tratado chamado investigação sobre a obrigação dos cristãos em empregar meios para a conversão dos pagãos, em que defendia a idéia das missões estrangeiras. Foi um trabalho primoroso, mas que não foi bem compreendido.
Três semanas depois de o tratado ter sido publicado, a Associação dos Ministros convidou Carey para ministrar-lhes uma palestra. Carey usou o texto de Isaías 54:2,3: “Alargue o lugar de sua tenda...” Seu tema era: Espere grandes coisas de Deus, faça grandes coisas para Deus”. Porém, seus ministros permaneceram impassíveis. Conforme a reunião se aproximava do final, Carey desabafou com grande frustração: “Será que mais uma vez não farão nada?”Por que ele não conseguia encontrar outras pessoas dispostas a compartilhar e levar adiante sua visão?
Uma chama, no entanto, fora acesa. Na reunião seguinte, foi formada uma sociedade missionária. O médico cristão John Thomas dispôs-se a servir na Índia, mas ele precisava de um associado. Carey decidiu ir com ele.
A situação parecia absurda. Carey tinha uma esposa grávida e três filhos pequenos. Será que ele conseguiria vencer as pressões físicas de sua própria saúde debilitada? Aquilo, porém, era a realização dos seus sonhos. Carey se dispôs a seguir adiante, apesar de muitos contratempos: após uma rápida incursão para levantar fundos, estes ainda eram escassos; o dr. Thomas estava sendo procurado por credores que não haviam recebido seu dinheiro; sua esposa recusou-se a viajar com ele; e, além de tudo isso, a interrupção da viagem do navio. Esse atraso deu a ele mais tempo para voltar e convencer sua esposa, Dorothy, a acompanhá-lo.
Pouco tempo depois, estavam de partida novamente, chegando em Calcutá em novembro de 1793. Porém, os problemas continuaram: as condições eram horríveis; a saúde deles não estava boa; Thomas continuou a acumular dívidas, e não havia conversões. Seu filho mais jovem morreu, e os dois mais velhos eram muito indisciplinados.
Em 1800, a família Carey se mudou para Serampore, juntando-se a um grupo de missionários dinamarqueses. Ali eles presenciaram a primeira conversão ao cristianismo, devido, em parte, aos esforços do filho mais velho de Carey, Félix, agora cristão. Em pouco tempo, uma igreja foi formada, e uma tradução do Novo Testamento para a língua bengali foi concluída.
Três décadas de sucesso missionário estavam apenas começando. À época de sua morte, em 1834, Carey já havia traduzido a Bíblia para 44 línguas ou dialetos e dera início a diversas escolas. Varias frentes missionárias a e evangelizaram ativamente a índia e os países vizinhos, Birmânia e Butão. Porem, além dessas estatísticas, Carey desenvolveu uma filosofia de missões passível de ser executada e a colocou em prática.
Ele estava muito à frente de seu tempo. Tinha um imenso respeito pela cultura da índia e via a necessidade da criação de uma igreja indiana autóctone. Em vez de utilizar muito tempo condenando o hinduísmo, proclamava a morte e a ressurreição de Cristo.
Embora tenha realizado grandes feitos individuais, Carey também foi uma pessoa que trabalhava de forma magistral em equipe. Com base na sua experiência, ele aprendeu que a equipe de missões é mais forte do que os indivíduos que fazem parte dela. Carey também enfatizou o valor das mulheres com parte dessas equipes.
Às vezes, temos a idéia, equivocada, de que Carey foi o único responsável por colocar a igreja na era das missões, mas, na verdade, ele foi um dos muitos cristãos ocidentais chamados para apoiar o trabalho de missões estrangeiras. Sua voz foi simplesmente uma das mais claras, pois suas palavras foram fundamentadas com sua própria vida.
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